Arrependimento

Home / Aconteceu / Arrependimento

Eu descobri uma coisa interessante em minha vida: Eu tenho é muito amigo engraçado e que já passei muita situação interessante com eles.

Outro dia me lembrei de um caso que aconteceu comigo, com o Léo Curtiss e com o Claudio, meu irmão.

O Léo, aos 17 anos, ganhou do pai dele, Sr Lindolfo Chaves, famoso cirurgião plástico em BH, um Karmman Ghia todo restaurado. Uma relíquia de tão bem restaurado, pintura nova, branco pérola, bancos novos, interior todo novo, uma coisa linda. Ainda mais linda para nós, adolescentes que não tínhamos carro ainda (sou 1  ano mais novo que o Léo ) e que de repente tínhamos carro para ir para as festas !

Mas acontece que o cara da oficina era bom de lata, mas de mecânica era meio fraco e toda hora o braço de um dos carburadores ( para quem é desta época, o Manghia (como o chamávamos carinhosamente)  tinha dois carburadores e um braço de alumínio para cada lado que acionava as borboletas ) soltava, fazendo o carro perder um carburador e não andar direito.

Isto aconteceu 10500 vezes e até hoje eu não sei porque o Léo não mandava arrumar. O máximo que ele fazia era colocar um papel dobrado no encaixe que dava mais pressão e o treco demorava mais para soltar.

Pois bem, numa tarde qualquer o Léo passou lá em casa no São Lucas e me pegou junto com o Claudio para irmos a uma pelada do GREMM, um time de futebol de amigos, que tem uns  casos bons também,  e a merda do treco soltou de novo numa rua apertada na saída do bairro.

Atrás da gente um motorista impaciente começa a buzinar insistentemente e a xingar enquanto o Léo tentava encostar o carro para um de nós dois ir lá atrás encaixar o braço no lugar de novo.

Mas o cara do carro de trás era meio bravo, e resolveu descer do carro para partir pra briga.

O que ele não imaginava, e não dava para ver porque o Manghia era muito baixo, era o tamanho dos 3 que estavam lá dentro, principalmente eu e Claudio, que naquela época era lutador da equipe profissional de Judô do Minas.

Quando nos 3 descemos do carro, o nervosinho deu uma respirada, parou, observou a situação é falou gaguejando :

– Querem ajuda ai para empurrar ?!

One Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *