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Este caso ocorreu há uns 2 meses no aeroporto de Congonhas em São Paulo.
Eu me esqueci de contar, mas como ontem eu revi a protagonista no balcão da Tam, me lembrei e anotei para não esquecer !
Pois bem, estávamos eu e Letícia minha sócia naquela pequena fila de embarque da TAM das sextas-feiras no aerporto de São Paulo, ou seja, pelo menos umas 100 pessoas na nossa frente.
Como nossa reunião havia terminado mais cedo, fomos para o aerporto na vã esperança de conseguir embarcar mais cedo e finalizar nossa via sacra de volta antes das 23:00h, o que é o padrão às sextas-feiras.
Quando chegamos no aeroporto desanimamos pois estava lotado e as filas quilométricas. Como não conseguiríamos alterar as reservas nos terminais e somente nos balcões, entramos na fila resignados para tentar, mas já sem a menor esperança !
Quando já tinha uma meia hora que estávamos na fila, uma menina com uniforme da TAM começa a gritar com uma voz de Sagui no cio (já viram ?) os números dos próximos voos para que as pessoas que ainda estivessem na fila saíssem e pudessem ser atendidas mais rapidamente.
A cada voo que ela chamava, doía os tímpanos de todos que estavam naquele saguão do aeroporto ! Até o atendente do balcão começou a rir e comentou: Que voz hein ?
Bom, nós lá esperando e a menina anunciando os voos frenéticamente, tirando o pessoal da fila, correndo com eles para algum balcão vazio e aquela confusão maluca.
Lá pelas tantas, no meio da fila, ouço o número do meu voo e o aeroporto de Confins !
Ufa ! Vou sair da fila agora ! Pensei…
Levantei a mão todo feliz e gritei a plenos pulmões: AQUI MOÇA !!! Eu vou para Confins !
Ela me olhou lááá do outro lado da fila, e gritou com sua voz de Tetê Espíndola:
- PODE FICAR AI MESMO SENHOR !!!!
Todos na fila riram e no final até eu ri ! Pô, para que ela chamou então ?!
Depois ela chegou perto e me explicou que como eu já estava quase sendo atendido, ela preferiu me deixar lá !
Ta bom… Paciência !
Nove de outubro do ano dois mil; dezesseis de junho de dois mil e oito.
Duas datas separadas por quase oito anos e muitas histórias. Em comum entre elas, há bem mais que a coincidência do dia da semana.
Aliás, não é casual que as duas tenham caído numa segunda-feira. Ao amanhecer daquelas duas datas, encontrava-me em viagem e rumo ao mesmo destino e com uma missão comum: receber um cão-guia.

As semelhanças terminam aqui, embora o paralelo constante seja inevitável. A viagem de agora está sendo o avesso da viagem de outrora. Recebo um cão que é o avesso do que eu tinha e eu mesmo me tornei, ao longo dos anos, algo como o avesso do que fui. Não que eu seja hoje pior ou melhor do que eu era; nem o novo cão é menos guia, nem menos admirável. Lella e Brámi, pastora e labrador, fêmea e macho. Diferenças marcantes e suficientes para demonstrar que um dia nunca será igual ao outro em nossa vida. Isso deveria ser óbvio, mas não é tanto assim.
Minha viagem começou mais cedo desta vez, pois me encontrava mais distante. Não me bastou pegar um trem em Roma e lá permanecer intermináveis cinco horas, destilando o sono da noite mal-dormida pela tensão. Esta viagem durou bem umas dezesseis horas, mas, se pouco descansei, deve-se isso ao fuso horário e não à tensão. Assisti a alguns filmes durante o vôo, ouvi música, comi.
Tensas mesmo deveriam estar duas menores que viajavam desacompanhadas, coitadas. Ou talvez pela santa inocência nem lhes tenha vindo a tensão. Fato foi que desembarcamos juntos, pois a funcionária da assistência especial acompanha todos os assistidos de uma vez só. Eis que, chegando à polícia de fronteira, a situação complicou para as menores.
A pequenina de sete anos ia visitar o pai e a madrasta, mas a polícia detectou que o pai vem residindo ilegalmente em Portugal. A outra, de quinze anos, disse que ia visitar a madrinha mas não conseguiu convencer ao policial, que a interpelou asperamente.
Dei graças a Deus te estar com meu passaporte italiano de prontidão. Basta a exibição para calar qualquer pergunta.
Permaneci um tempo ali, em pé, observando aquela procissão de passageiros e passageiras do meu vôo que se explicavam à polícia de imigração. Não permaneci ali a tempo para saber do desfecho da história das meninas. A julgar a política européia atual, ambas devem ter sido deportadas, sendo que a menor deve ter sido utilizada como isca para deportar o pai também. mas isto são apenas conjecturas.
Meu vôo de conexão saiu atrasado mas recuperou o tempo perdido durante o cruzeiro. Por volta de meio dia, embarquei no ônibus rumo à estação central de Milão, onde me encontraria com o instrutor da Lella e do novo cão. Por obra do destino, acabou sendo a mesma pessoa. Uma hora da tarde, lá estava eu, puxando duas malas, uma em cada mão… uma cena insólita até para mim.
Assim que me viu, o instrutor foi logo exclamando que eu não mudei nada. Também tive a impressão que Corrado (assim se chama o instrutor) não tinha mudado. Teve uma filha, que já tem quatro anos, separou-se, mas tudo parece igual, ou quase tudo.
A escola mudou muito. O alojamento improvisado foi transformado numa pequena casa com bom acabamento e quatro suites. Nesta semana só a minha esteve ocupada. Para grande alegria de meu padrasto, nosso digníssimo alojamento era dotado de uma cozinha equipada e uma TV de cristal líquido de 46”.
A escola é grande: tem 25.000 m2 de área e se situa em Limbiate, uma cidadezinha que, embora diste apenas dez quilômetros de Milão, conserva certo estilo de cidade interiorana. O portão de saída dá acesso a uma rua que é a prova de fogo dos cães-guia: uma estrada de alta velocidade sem passeio. É o lugar ideal para treinar os comandos rechtsweg e linksweg (mantenha à direita e à esquerda), que serve para quando se precisa andar em acostamentos. Andando cinco minutos a pé, chega-se a uma grande loja do Carrefour, que não deixa muito a desejar em tamanho às lojas que temos no Brasil. Mas aqui o principal diferencial para mim era a portentosa prateleira de vinhos e as bancadas com saborosíssimos queijos e salames. Junte-se a isso o fato de meu padrasto adorar cozinhar e eu deixo a cargo do leitor imaginar o resto.
O treinamento dos cães continuava o mesmo de oito anos atrás: antes mesmo de entrar para a escola, o cão já deve aprender sua primeira matéria do currículo: socialização. Isso basicamente consiste em ser um bom animal de estimação quando não estiver trabalhando, inclusive naqueles lugares que os bons animais de estimação não costumam ter permissão para freqüentar, como cinemas e teatros.
Esse trabalho normalmente é feito por famílias hospedeiras conhecidas internacionalmente como puppy walkers. Depois dão voz de prisão ao cão, sem que ele tenha cometido crime algum. Acreditem se quiser há pessoas que pensam assim.
A entrada da escola está equipada com várias câmeras de filmar por conta de algumas ameaças que receberam da associação protetora dos animais de lá. Disseram que iriam liberar todos os cães pois era um absurdo o que faziam com eles. Mas a prisão do cão é temporária e eles deveriam levar isso em consideração.
Brincadeiras à parte, em torno de um ano de idade, o cão é transferido para o canil e lá viverá sem dono. Acaba a brincadeira inútil e começa a aprendizagem da profissão, sempre através de brincadeiras. A primeira fase do treinamento propriamente dito é a obediência: aprender a sentar, a deitar e a comportar-se quando anda na coleira. A segunda fase é a aprendizagem da arte de guiar: caminhar com cuidado e desviar dos obstáculos. A última fase refina o aprendizado da anterior, procurando fazer o cão reconhecer alguns obstáculos corriqueiros da vida cotidiana, como os degraus, as faixas de pedestre, as direções, etc.
É óbvio que as coisas na prática não funcionam tão bem como na teoria. Há vários comandos de guia que, na minha opinião e na de muitos usuários, são absolutamente desconhecidos ou rapidamente desaprendidos pelos cães. O comando Panca, por ex., serve para o cão procurar um lugar para o dono sentar nos ônibus e metrôs. Mas quem vai conseguir um lugar para sentar com regularidade nos meios de transporte públicos de Roma ou do Brasil? Há sentido pedir para o cão procurar algo que não existe?
Em relação ao treinamento, há duas missões igualmente difíceis: a de treiná-los e a de mantê-los treinados. Disciplina e constância são fundamentais, especialmente no primeiro ano de convívio.
O primeiro encontro com Brámi foi bem diferente do com a Lella. Eu certamente estava mais tranqüilo e mais seguro, mas não foi só. Minha primeira guia, infelizmente, não teve o privilégio de ser socializada por uma família, coitada. Só agora fui descobrir essa triste notícia. Essa circunstância também ajuda a explicar muito da diferença. Ela, não tendo tido outro dono, era extremamente ligada ao treinador e literalmente só tinha olhos para ele.

Já o Brámi é experimentado nas separações da vida. Parecia entender que sua relação com o Corrado era apenas transitória e não teve nenhuma dificuldade em me aceitar. No mais, o labrador é um cão alegre por excelência. Já foi logo pulando em mim e no meu padrasto e hoje é capaz de fazer festa, sem pestanejar, a quantos o queiram cortejar.
Fui conhecê-lo na segunda-feira à tarde e ficamos juntos apenas uma hora. O treinador advertiu que ele tem gênio forte, e tem mesmo, e ficou com medo de como ele se comportaria comigo de noite, após um contato tão superficial. De fato, foi melhor levá-lo para o canil e começar o treinamento na manhã seguinte. Cedendo à pressão do cansaço, do vinho e do espaguete à matriciana, dormi nada menos que dez horas em seguida. Estava novo no dia seguinte.
Ajustar a guia com o Brámi foi até fácil, pois ele tem um passo bastante leve (mais do que o da Lellinha). O que não está sendo fácil é acostumar com o temperamento agitado dos labradores. Nas primeiras noites, tive que amarrá-lo ao pé da cama pela coleira para que ele entendesse que aquela não era hora de brincar. Depois que ele se acalma, vira um santo, mas quando cisma de querer brincar…

Os dias em Roma estão passando com certo sofrimento, pois o calor que faz nessa época é desumano e, assim, meus movimentos ficam muito limitados. Ontem a temperatura subiu de 38º para 40º. A taxa de umidade do ar está altíssima, a ponto que dá para soar dando uma volta com o cachorro pelo quarteirão por volta de duas da manhã. A adaptação caminha em bom ritmo mas é bastante desgastante. Adaptar-se com a guia de um cão é muito mais do que aprender ou aprimorar uma técnica, é entregar-se a um jogo de confiança e conhecimento recíprocos. Já começo a discernir, por exemplo, quando o Brámi quer brincar de quando ele deseja fazer alguma necessidade. Essa incompreensão já custou algumas necessidades indevidamente aliviadas em casa. Faz parte.

Já está chegando a hora de levá-lo para percursos de trabalho mais longos. Nos primeiros dias, é melhor não mantê-lo em guia por mais de uma hora para evitar stress. Já começo timidamente a soltá-lo para brincar. Digo timidamente porque ainda não posso confiar muito em sua obediência. Alguns dias atrás, saí com minha mãe e meu padrasto e soltamos um Brámi para brincarem um campo muito bonito. Ele foi tão longe que deu para perder de vista e não parecia estar tão preocupado em voltar. É impressionante a energia que ele tem para correr.
Nem parece o mesmo moço que trabalha com passos calmos.

Grande abraço a todos e até breve, Leo Coscarelli
Eu sempre tive vontade de comprar aquelas pranchinhas de madeira que são usadas para esquiar ajoelhado.
Via o pessoal usando em Escarpas mas meu pai falava que eu tinha que comprar com minha mesada e aí a coisa complicava.
Naquele ano, feriadão de semana santa chegando, eu e o Leozinho meu amigo fizemos um plano para comprar a pranchinha: Pedi ao meu pai que completasse com uma graninha o montante que eu e o Leozinho tínhamos juntado de nossas mesadas para comprar nossa tão sonhada pranchinha (naquela época de madeira e hoje de fibra de vidro, como da foto aí ao lado) !
Meu pai topou na hora, todo orgulhoso da economia que nós tínhamos feito!
O que ele não sabia é que eu ía entrar com R$ 10,00, o Leozinho com R$ 10,00 e ele com R$ 980,00!! Mas isto são detalhes da operação que preferi não comentar com ele para não dar zebra.
Grana na mão lá fomos eu e Leozinho comprar o treco.
Incrivelmente, nosso poder de convencimento fez o vendedor nos dar um desconto de R$ 20,00, o que nos fez não precisar usar as nossas economias para aquela compra !
Pranchinha comprada, agora era só esperar o feriadão.
Esperamos ansiosamente e no dia da viagem mal víamos a hora de chegar em Escarpas e pegar a lancha para estrearmos o brinquedo.
Na quinta-feira fomos então eu, Leozinho, meu pai e a namorada dele para nossos dias de descanso e eu todo orgulhoso da nossa pranchinha falei a viagem toda do que íamos fazer com ela.
Chegando lá, quase nem esperamos o carro parar e já saímos correndo para a garagem da lancha para prepara-la para sair.
Lá longe ouvimos os protestos do meu pai pois nem ajudar a descarregar as malas nós ajudamos !
- Depois a gente ajuda ! Gritei para meu pai certo que este depois nunca chegaria !
Lancha limpa, tanque cheio, fomos para a lagoa iniciar nossa aventura !
Leozinho pula na água e ja vai se ajeitando na pranchinha. Arranco a lancha e o cara cai…
Segunda tentativa, a mesma coisa.. Terceira.. quarta… Perdi a paciência !
- Pô Leozinho, mas ce é ruim demais ! Sobe aqui que eu vou esquiar !
- Mas eu não sei pilotar lancha cara !
Putz, esta era a última coisa que eu queria ouvir aquela hora, seco que tava para esquiar !
- Tudo bem ! Sobe aqui que eu te ensino e depois eu entro na água !
- Presta atenção: Alavanca no Neutro (N), liga na chave, espera o motor estabilizar ! Alavanca para frente (T), acelera, alavanca para trás até no N, diminui. Alavanca no R, ré ! Não pode passar do T para o R direto.. tem que parar no N, esperar o motor estabilizar a Marcha lenta e colocar no R. O resto é só direção que não precisa explicar né ? Agora cara, cuidado, esta porra não tem freio !! Para parar demora um tempão sacou ! Diminui beeeeemmm antes para ela parar sacou ?!
- Claro ! Mole !
- Vamos dar umas voltas antes de eu cair na água !
Leozinho assume a direção, liga a lancha, espera a marcha lenta, acelera e vão embora. Andamos por quase 2 minutos! Tá bom demais !
- Para aí que vou cair na água !
Pulei e o Leozinho mandou a pranchinha ! Me arrumei em cima dela, segurei com força na corda e gritei:
- Vai !
O FDP do Leozinho parecia o Felipe Massa quando vê a luz verde no grid de largada ! Deu motor de uma vez na lancha e quase arrancou meus dois braços de uma vez !
- PORRA LEOZINHO ! Ce ta doido ?! Arranca devagar porra.. vai dando motor devagar até eu sair da água e fica de olho em mim. Quando eu der sinal que já to equilibrado, ce da motor ! Beleza ?
- Beleza ! Foi mal cara ! Achei que tinha que dar motor porque ce é meio gordinho e a lancha não ía aguentar !
Tudo bem, fingi que não ouvi o insulto e to lá e preparando de novo para começar.
- Vai !
O Leozinho arranca parecendo uma lesma… Não tinha velocidade para sair da água e fiquei lá tomando uns bons litros dágua até resolver soltar a corda para o animal perceber que naquela velocidade não dava.
- Mas vc falou para arrancar devagar porra ! Resolve como vc quer !!
- Arranca médio Leozinho, médio !
Prepara, arruma tudo: – VAI !
Legal, arrancou legal, velocidade boa, consegui sair da água, equilibrei e assoviei para o Leozinho dar motor. O cara deu motor devagar, tudo dentro dos conformes !
Bom demais aquele treco ! Fui me acostumando e já fazendo algumas manobrinhas. Quando me senti seguro dei sinal para o Leozinho acelerar mais.
O bichinho sentou a mão na alavanca e estavamos voando baixo ! Bom demais !
Até que fui fazer uma manobra mais radical e caí !
Nada grave comigo, só que o animal do Leozinho não percebeu minha queda e ta indo embora acelerando.
Fiquei la na água igual um cocô boiando com o colete vendo a lancha ir embora a toda velocidade e a pranchinha voando atrás sem ninguém !
Quando o Leozinho resolve olhar para trás e não me vê na pranchinha, bateu um desespero e ele mete a mão na alavanca de uma vez e joga no neutro ! Só que deixou a lancha na reta da pranchinha !
Fechei o olho para não ver nada e só ouvi o barulho da pancada da pranchinha na lancha !
Quando abri o olho, a cena que eu vi foi o Leozinho com cara de desespero e milhões de pedaços de pranchinha em volta da corda dentro da água!
- PQP, fodeu ! Pensei com minha sunga !
Leozinho recolhe a corda e da a volta a lancha para me pegar.
Só pelo meu silêncio quando sai da água ele percebeu que estávamos encrencados.
Fui devagar pensando no que falar para o meu pai. Resolvi não falar nada. Vamos ver no que vai dar !
Paramos a lancha no pier e subimos mudos para a casa. Meu pai já estava na piscina com a namorada e quando me viu passando perguntou !
- E aí Rick ? A pranchinha é legal ?
- Legal demais pai !
- Bom, amanhã cedo vamos sair na lancha e quero dar uma esquiada nela !
O Leozinho começou a rir, chorar, engasgar, sei lá ! Emitiu uns 10 sons ao mesmo tempo…
Eu mantive a calma:
- Beleza Pai ! Mas vou para o meu quarto porque não to passando muito bem ! Acho que comi alguma coisa estragada na estrada. Até o Leozinho ta estranho !
- Tá bom. Qualquer coisa me chama !
E foi assim que passei o feriado de Semana Santa mais chato da minha vida, acompanhado do Leozinho, trancados no quarto fingindo estar com dor de barriga e enjôo.
Quanto a pranchinha, a nossa sorte foi que meu pai nem se lembrou dela nos passeios de lancha com a namorada e muito tempo depois ele deu falta e o caseiro falou que devia ter sido roubada porque ele não viu esta pranchinha lá na casa não.
Até hoje ele não sabe onde foi parar o treco !
Pois é e ontem, despachei um animal pro céu (Literalmente) !
Então, tem certas coisas que só acontecem mesmo comigo…
Imaginem vcs, que eu trabalhei em casa até precisamente 01;37 da madrugada, (Cepa e Urban de testemunha)..
Tomei um banho e deitei precisamente as 02;01 (Tenho mania tanto de olhar o relógio do Note na hora de desligar, qto de olhar o relógio do Video Cassete na hora de dormir).
Deitei e imediatamente appós o Enrico acorda e pede:
- Pai, quero dedeia…
fiz uma dedeia caprichada de leite com banana pro cara e falei com ele,
- Se vira aí com sua dedeia e depois que acabar coloca a dedeia vazia na
cabeceira de sua cama.
Deitei novamente. (precisamente as 02,18).
No processo letárgico do sono, acordo com uma confusão uma quebradeira e
uma gritaria…
- Pega !!! Segura !!!
Levantei igual o The Flash e cheguei na janela do meu quarto, e ví uma cena maluca. Mas antes de contar a cena, vou contar sobre os protagonistas…
Tem um senhor que todos os dias, por volta das 03;00 da matina, passa la na rua de minha casa, com uma carroça, puxada por um cavalo, e que recolhe na carroça as sobras de comida dos bares da região. Bão !!!…
O cara do cavalo, na maior gritaria, o cavalo louco, vindo pela Tomé de Sousa, atravessou a Rio Grande do Norte, direto e tomou uma lenhada na carroça, de um carro, jogando o carroceiro longe. O Cavalo saiu puxando a meia carroça, e como estava toda torta, o cavalo do cavalo louco, entra entre dois carros, sendo um deles uma Santa Fé zerada, e entala entre os dois. Como o cavalo estava louco, começou a coiçar a carroça, e com os coices, acabar de demancha-la.
Nisso vem o carroceiro pela frente da carroça e tenta segurar o cavalo pela rédea. Só que o cavalo mordeu o cara, com cabresto e tudo !!!!
O Carroceiro passa a mão numa faca de cozinha e da umas 3 facadas no cavalo.. (Cena grotesca)..
e o cavalo, ficou mais louco ainda !!!!
Nisso, eu não aguentei e gritei com o cara..
- Ô parceiro, judia do cavalo não vey, o bicho tá assustado com a batida !!!!
- Assustado nada moço, ele está louco, eu não devia ter saido com ele, pois ele esta até babando.. eu tenho que matar senão ele vai soltar da carroça e vai ser problema dos grandes…
eu falei:
- então afasta parceiro que eu vou resolver isso pro senhor…
Gente, 1 tiro !!! de .357 da minha janela do 3o andar…
o cavalo morreu em pé !!!
(To vingado do seu deboche Cepinha)
[]s de um oldboy que mata o cavalo e mostra o pau
Em tempo, a dedeia estava hoje de manhã vazia e em cima da cabeceira da
cama do Enrico.
Seguem as fotos para quem acha que é mentira:



Tenho 4 amigos grandes contadores de casos !
O Baiano, que corta meu cabelo que falei dele aqui, o Rick, que também falei dele aqui, o Leo Coscarelli, que escrevi sobre a Lella, cadela guia dele que faleceu (aqui) e o Leo Meniconi, que falei dele várias vezes mas nunca escrevi especificamente sobre ele aqui no blog.
Cada um tem um jeito diferente de contar casos: O Baiano em forma de verso, o Rick sempre cheio de detalhes e sons, o Leo Coscarelli sempre por emails, talvez pela distância que sempre nos separa fisicamente e o Leo Meniconi sempre exageradamente, aumentando os fatos, inventando outros, sempre em voz alta para todo mundo ouvir !
Já soltei aqui no blog alguns versos que o Baiano fala enquanto corta meu cabelo mas nunca soltei nenhum caso, nem dele e nem dos outros 3 amigos.
Sempre falei com todos eles que eles deveriam escrever seus livros para registar os casos, mas sinto que todos acham que é brincadeira minha, mas falo sério.
Do Baiano, Rick e Leo Meniconi, já ouvi um milhão de vezes cada caso e cada vez que ouço, passo mal de rir do mesmo jeito. Do Leo Coscarelli, são casos mais sérios mas nem por isto menos interessantes. Ele é advogado, escreve bem, é Italiano, morou muitos anos em Roma, onde se formou e é cego ! Por isto suas histórias são muito legais e interessantes.
Bom, toda esta introdução e apresentação é para contar que resolvi escrever alguns dos casos deles aqui no blog !
Vou fazê-los na primeira pessoa, como se a história acontecesse comigo, mas no final irei colocar quem é o autor !
Tirando os casos do Leo Coscarelli que tem um modo de escrever todo próprio e que irei sempre reproduzir seus textos, os outros eu irei narrar como ouvi e portanto, será interessante cada um notar a forma de narrativa de cada um dos meus 4 amigos !
Acho que teremos uma série de textos interessantes ! Espero que gostem e se divirtam tanto quanto eu!